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Site do consultório: o que o paciente procura e o que os buscadores leem
Vale a pena ter um site do consultório? Na nossa opinião, sim, desde que seja pequeno, correto e atualizado. Muita gente procura o médico no celular antes de ligar, e o que aparece nessa hora forma a primeira impressão. Vamos por perguntas.
O que o paciente procura quando abre o site do consultório?
Respostas práticas, em poucos segundos. Quem é o médico e qual a especialidade. Onde fica, com mapa e referência de como chegar. Telefone e horário de atendimento. Como agendar. Se atende por convênio e quais, ou se é particular. O que esperar da primeira consulta, quanto tempo dura, que documentos levar.
Parece óbvio, e mesmo assim vemos muito site que esconde o telefone atrás de um menu, com foto de banco de imagens e frases de efeito sobre "excelência". O paciente não está procurando slogan. Está tentando resolver um problema e quer saber se chegou ao lugar certo.
O que os buscadores leem?
Texto. Texto de verdade, escrito na página, e não dentro de imagem. Títulos que dizem do que a página fala, nome, especialidade e cidade aparecendo naturalmente, e uma página para cada tema que você realmente atende, escrita por você, com suas palavras. Os buscadores também olham a velocidade no celular e se o site é seguro, com o cadeado no endereço.
Um ponto que muita gente subestima: a consistência. Nome, endereço e telefone devem ser idênticos no site, nos cadastros de localização e nos diretórios onde você aparece. Quando um diz "sala 3" e outro "sala 03", parece detalhe, mas confunde.
Nada disso garante posição em lugar nenhum, e desconfie de quem promete primeira página. O que dá para fazer é facilitar a leitura, e o resto vem com tempo e com conteúdo útil.
Como escrever sem cair em problema de publicidade
Aqui entra a Resolução CFM 2.336/2023. Explique o que você faz e como funciona o atendimento, sem prometer resultado, sem garantir cura e sem fotos de antes e depois feitas para impressionar. Informe nome, CRM e, se tiver, RQE; confira no texto da resolução os detalhes. Para dúvida específica, consulte o conselho regional.
Textos de apoio sobre doenças e procedimentos são bem-vindos, em linguagem simples. Uma IA pode ajudar no primeiro rascunho, mas o texto precisa ser revisado por você, linha por linha, porque ferramentas erram e podem inventar afirmações com toda a confiança.
E a LGPD?
Se o site tem formulário de contato, ele coleta dados pessoais. Coloque um aviso de privacidade claro, diga para que o dado será usado e peça só o necessário: nome, telefone, melhor horário. Nunca peça no formulário descrição de sintomas ou envio de exame. Esse tipo de informação é dado de saúde, sensível pela LGPD (Lei 13.709/2018), e não deveria trafegar por um campo aberto de site. Um advogado pode ajudar a redigir o aviso e a política.
Vale também saber onde o site está hospedado e quem tem acesso ao painel. Muitos consultórios descobrem tarde que o site foi feito por um conhecido que sumiu, e ninguém tem a senha. Guarde os acessos em lugar seguro, com mais de uma pessoa de confiança sabendo onde estão.
Sobre o investimento, um site de cinco ou seis páginas bem feitas costuma bastar: início, sobre o médico, o que atende, como agendar, contato e perguntas frequentes. Quanto custa varia de acordo com quem faz, e a conversa sobre orçamento e tributação é com seu contador. A regra que a gente repete: pague pelo que o paciente vai usar, não por recursos que enfeitam. Prefira poucas páginas bem cuidadas a muitas abandonadas, porque página desatualizada, com horário antigo, prejudica em vez de ajudar.
Para esta semana
Abra o seu site (ou procure o consultório pelo nome) no celular, como se fosse um paciente novo. Cronometre quanto tempo leva para achar telefone, endereço e horário. Se passar de dez segundos, esse é o primeiro conserto.